Sobre viver em dias severos

Se te derem constantemente limões

Fotografia minha

Não estará na hora de fazer um Crumble de Maçã?

Foram-se as férias, voltou a rotina e, sem surpresas, tudo o que tinha de agravar-se agravou. O pesadelo na saúde persiste, 36 horas de espera é obra, para alguém com setenta anos, após a família tentar contactar a Linha SNS 24 antes de ir ao hospital e a chamada demorar cerca de 40 minutos a ser atendida; a balbúrdia nas escolas, ainda não refeitas do falhanço do novo modelo de avaliações, já a postos com o início das aulas, a costumeira falta de docentes e a época especial de provas; a violência crescente nas ruas, onde o prometido reforço de agentes permanece adiado; o escandaloso aumento dos combustíveis que o governo, como é seu apanágio noutros sectores, desvaloriza, assumindo-se como o benfeitor que "perde" dinheiro em prol dos utilizadores. Isto se nos ficarmos por aqui.
E, sempre que nos falam, se dirigem à nação, não há um ministro, ministra, assessor ou chefe do governo que não se autoelogie, promova os seus feitos, sem esquecer, jamais, o governo PS, esse aproveitador perdulário. O redundante PC...
É triste!
Sermos votantes, ou não, e continuarmos nesta constância de nos tratarem com sobranceria, acompanhada com risinhos desdenhosos como quem fala para asnos, ou obriga uma criança a comer o vomitado, forçar-nos a concordar e apreciar alguém que gere a saúde sem empatia. 
Ou que, à frente de uma instituição que devia estar acima de críticas ou de situações mal esclarecidas — não o deveriam estar todas? — discursa cheio de si, sem que ninguém entenda tal impecabilidade. 
Será sina/fado, já que se trata de Portugal e dos portugueses, termos tão pouca exigência com quem nos governa? Predisposição para deixar andar, porque "são todos iguais" e...
Não! Não devia ser assim.
52 anos (após Abril), já é uma idade "bonita", como sensata, depreender-se-ia que todos, votantes, ou não, fôssemos um bocadinho mais (ambiciosos) rigorosos!

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