Fotografia minha
Bolas com creme hoje e sempre as tradicionais. Como a camisola verde, listada de branco, de leão ao peito. Princípios antigos incutidos bastantes ainda, com alguns novos cimentados, uns parte da educação que os nossos nos deram, outros que aprendemos a bem e a mal. A vida, também, como encarregado de educação desempenha o seu papel eximiamente. Só não aprende o masoquista, o completo desmiolado, mesmo porque certos ensinamentos da vida ficam inculcados na massa cinzenta e na carne, quer se queira quer não.
Escrever. Em papel. Sempre! Preferencialmente. O cheiro do mesmo por si inspira. A visão imaculada da página desafia a desvirginá-la.
Como estação, alheia constantemente da moda, o Outono/Inverno. Há mulheres a quem a Primavera toca, mas a intransigência do Verão insulta.
Como imensidão o mar. Água pura? A cristalina de frescura única a norte; onde abundantemente escorre indomada pelas encostas, cantarolando modas eternas. Gente? A daí. Aberta a que em toda a parte há gente e gente. Nunca descurando a gentinha.
Tradições todas. As nossas e as mais. Religião? Esta. De horizontes alargados ao mundo. Ao desconhecido até.
Sedução? Castelos, igrejas, mosteiros, mistério, história, senhores feudais, liças, trajes, encantos, serranias, antas, cromeleques...
A névoa volante sobre os rios, o beijo do orvalho nas folhas; o doce arrepio das madrugadas, sucedido do conforto do lume ao entardecer. Música? Toda. Com singulares excepções. Nem vinho, nem cerveja. Como a música, haverá ocasiões. Gelados? Sem cone. Maneira de ser? Vincada. Teimosia, camiões!
Paixões? Algumas. Amor? Fiel! Até hoje.
Tempo? Já foi mais. Dê-se ao restante a qualidade das grandes cepas sem reservas.