Fotografia minha.
(Quando uma forma de vida agoniza e morre na frente dos nossos olhos, porque não consegue lutar mais está tudo mal).
Em tempos, ainda no Sapo Blogs, escrevi sobre o tema embalagens de plástico quando se dizia que teria havido uma intervenção para diminuir a sua utilização. Não é o que me parece!
Além de restringir bastante as minhas compras no sentido de evitá-las ao máximo, seja no talho, peixaria, lacticínios e outros, continuam a ver-se os produtos acondicionados nelas; como a sua utilização, paga por nós, uma vez que as embalagens têm um custo, é feita sem cuidado de zelar pelo ambiente. Aconteceu-me, por exemplo, esta semana, ao comprar carne e mandar picar em hambúrguer, o senhor entender que, em vez de mos pôr numa única embalagem, eu vinha mais equilibrada com duas.
Havendo ocasiões em que as ditas embalagens têm uma altura e tamanho exorbitantes para conter apenas um pedaço de carne. Irrita-me como poucas coisas ter sempre o receptáculo próprio cheio, muitas vezes ao fim de uma manhã ou de um dia. Como me irrita francamente que se continue a vender a fruta, legumes, carne, peixe, em embalagens destas.
Exactamente como me altera ouvir a água a correr da torneira sem cuidado de a utilizar com menos pressão quando existem alturas em que não é necessário tanto fluxo. Vê-la a correr de bocas de incêndio ou demais estruturas municipais, derramando-se pela estrada fora, sem problema de a suster. Não se aproveitar a água do banho para a sanita e tentar-se ao máximo poupá-la. Nesta fase de temperaturas tórridas em que o leito de alguns rios já demonstra seca, continuarem a regar-se à mangueira jardins, lavarem o carro do mesmo modo e desaproveitá-la sem critério.
Não estamos muito longe do racionamento de água no futuro. Persistimos em deixar os caixotes a abarrotar e, se não chega, largamos o lixo nas ruas, pensando que as lixeiras, a céu aberto, são máquinas de queima e ao fim de um bocado tudo foi "deglutido", resolvendo-se o problema.
Como somos os primeiros a levantar a voz pela defesa do ambiente, mas depois trazemos os carros de compras repletos de autênticas bombas destruidoras do bem estar da Terra, alargamos a nossa acção ao mar e tudo que seja centímetro terreno, marítimo ou espacial, conspurcamos com tudo e mais alguma coisa que, tantas vezes, não nos é necessário.