Logo, seja-se amante acérrimo ou passe-se pelo acontecimento menos efusivamente, o certo é que será difícil/impossível; qualquer de nós estar vivo para ver o próximo.
Assim e porque, apesar de não sair de casa, há o "privilégio" de, das suas janelas, se poder ver a roda-gigante natalícia do outro lado da baía, os fogos-de-artifício do final e início de ano, a procissão que habitualmente passa na Sexta-Feira Santa e eclipses, antes de a empena do prédio ocultar o espectáculo que se visualizou quase na totalidade.
Digo-vos que aqui não se fez noite, somente desceu a temperatura e uma penumbra clara encheu o ar. Que havia um monte de gente ao fim da rua a fitar o céu, alguns nas janelas no prédio da frente, que se fica pelo quarto andar, e aqueles que seguiam indiferentes a tudo.
Como indiquei na publicação abaixo, logo nos foram enviadas imagens, uma vinda de Espanha, que uma amiga cedeu. As outras resultantes do telescópio da filha e do genro.
Instituto Superior de Agronomia Lisboa

Fotografias da minha filha

Espanha

Quem não parecia muito entusiasmado, porque sai à avó e anda sempre a espantar o sol deste modo, assim que o encandeia:
— Sai, sai! — e a queixar-se de que está quente, era o meu príncipe.
O eclipse parcial de que me lembro de ver e viver de um modo engraçado, uma vez que estávamos na Praia da Vieira de Leiria e fartámo-nos de apanhar lagostins que, desorientados, surgiam na rebentação próximo da foz do rio Lis, foi o de 1999. Dos mais recentes não guardo grande registo.
Ora porque todos falam do eclipse, se não podes "combatê-los, junta-te a eles".