Sobre viver em dias severos

Volta e meia... nem sempre corre bem

Fotografia minha, Museu do Azeite

De quando em vez a intenção pode ser a melhor, mas o resultado longe de óptimo, uma tremenda asneira. Parece, não, está à vista que o "Sistema Volta" se está a revelar uma dor de cabeça, não para o governo para quem, por mais caos que esteja gerado, as medidas tomadas são sempre um sucesso, ignorando o aumento dos focos de sujidade, problemas de higiene devido ao remeximento e despejo dos contentores e os caixotes de papel na rua, visando obter as embalagens de plástico e latas com o intuito de arrecadar os 10 cêntimos devolvidos, por quem, certamente, quiçá, em muitos casos não adquiriu o produto.
Assim, se já se lutava com detritos vários espalhados pelo chão aquando da recolha de contentores, abuso das regras que visam a recolha de monos domésticos vulgarmente ignoradas, ou restos de materiais de obras, acrescente-se-lhe as latas e garrafas deixadas "à mão de semear", geradoras actualmente da "febre" de ganhar algum dinheiro fácil por muitos que veem na medida apenas e só, uma forma de "lucro" imediato, sem grande esforço envolvido.
Provavelmente seria mais fácil e higiénico que, na altura da compra, fosse dada ao cliente um género de senha que, na Volta ao supermercado, na presença do número correspondente de embalagens levadas e entregues, fosse descontado nas novas adquiridas, não havendo fora da superfície — e sabemos que elas são grandes, com enormes armazéns talvez capazes de comportar contentores para estes depósitos —, vetando desse modo este livre acesso a elas, impedindo a javardice vista às vezes por aí.
O ideal seria poder-se, porque não, proceder ao reenchimento da garrafa com água ou o refrigerante pretendido, à semelhança do que se faz com os copos de Coca-Cola, Sprite, Fanta, Seven Up ou outros no KFC ou no Burger King. Só que isso seria complicado, senão impraticável.
0