Sobre viver em dias severos

Fenómenos Famalicenses e Mantos matizados

Golpe de teatro em Famalicão. Sporting cede empate depois dos 90 perante  adversário reduzido a 10. Autogolo de Gonçalo Inácio atrasa leões para FC  Porto e Benfica, que se defrontam na próxima jornada.

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Outro empate, outro flop de Gonçalo Inácio, jogador por quem não nutro especial simpatia e, quanto a mim, dar-lhe a braçadeira de capitão é uma asneira. O capitão tem de ser um líder, alguém aguerrido, mas igualmente ponderado para conduzir e manter a equipa à tona quando em baixo e galvanizá-la nos momentos-chave, não intervindo, às vezes, quando é melhor não intervir; o que, se acontecesse ontem, quiçá não impedisse novamente aquele desfecho!
Famalicão. Pois! Não há uma vez que o Sporting se desloque a Famalicão que não haja "coisas", como tão bem as chama Farioli e as legitimam Marco Silva/Rui Costa. 
Um penálti "limpinho, limpinho" que todos viram e especialistas na matéria validam e que os adeptos, incrédulos, viram passar em branco. Uma arbitragem calamitosa assessorada por um VAR lamentável que não chama o árbitro no primeiro lance com Maxi Araújo, mas valida imediatamente a "mão" de Flávio Gonçalves no segundo golo, que efectivamente aconteceu. 
Falemos então de um tão badalado "Manto Verde" na época passada, que os rivais do Sporting apontavam como pretendendo confundir muita gente e "tapar" os olhos dos restantes, e do manto vermelho-azulado que se agita agora, por aí, desfraldado sub-repticiamente em Famalicão. Todos o vimos agitar-se ao vento... "impedindo" Luís Godinho e o VAR de "verem" claramente faltas passíveis de cartão amarelo e não só.
Rui Borges. Pois!

"Borges Afunda Sporting..."

"Calado: Borges já nem sequer luta"

"Rui Borges é um doce: Não se queixa"


É também por isto, divulgado "à laia de graçola" mas com intenções incendiárias imediatamente ao término do jogo no tal canal de televisão que alguns intitulam altamente profissional e que prima pela disciplina e isenção, que qualquer um se acha no direito de abusar no discurso. Ofender pessoas públicas honestas e humildes que merecem respeito!
É também por isto que escárnio, piadolas e outros comportamentos infelizes sucedem nos estádios e no dia a dia, porque há pessoas que não se prestam a servir propósitos ambíguos ou a alimentar folhetins que certos profissionais protagonizam com afincado esmero. Senão vejamos as "parangonas" após o empate do Sporting com o Famalicão na CMTV:
Isto não é engraçado! É indigno de qualquer profissional que se preze de cumprir as suas tarefas com brio. Sobre a atitude de Rui Borges desde o início ao não comentar arbitragens nem alimentar polémicas:
Pois, meus amigos, deixem-me que vos diga que ou atiram com as palavras para o ar para ver quem corre atrás delas, ou não conhecem ainda Rui Borges.
Por esta altura já deveriam perceber que o Rui Borges que achincalham, gozam, descambando para o insulto, porque é um homem sério e humilde, é muito mais coerente e refinado, afinal, do que muita da gente que o atiça a ver se ele cede.
O treinador do Sporting, o único que se tem mantido fiel às suas origens e à sua maneira de estar no futebol, quando se recusa a entrar nos colóquios traiçoeiros para onde o querem levar, não desistiu. Nem é fofinho!
O não se queixar dos "casos" que a equipa sofre é um sinal de educação e de elevação que outros, como ele à frente de grandes plantéis, não têm!
Logo, meus caros, não teimem. Não ridicularizem, não percam tempo, afinal, a mostrar-nos que quem não tem categoria é quem procede como está patente.
Rui Borges terá ajustes a fazer, atitudes tomadas a ponderar, porque assim fica complicado atingir objectivos. A jogarmos com dez, ou com a equipa completa há que fazer mais. Muito mais!
"Coisas" existem!
Quem as não vê ou está distraído ou joga na concorrência. Mantos vermelhos/azuis, sejam com franjas ou borlas, agitam-se, ora discretamente ora ostensivos e não é a aproximação do clássico que lhes dá força, são outras "coisas" que há, tal como as bruxas de que muitos negam a existência mas andam por aí...

 

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