Sobre viver em dias severos

"Tem fé, não pressa"

Fotografia minha

Luis Suárez é farto nas mensagens bíblicas que "servem" os propósitos do que, não querendo revelar, não obstante, enviam a "mensagem certa" segundo o seu próprio estado anímico e o contratempo em que se transformou fazer parte do plantel do Sporting, coisa que o traz desgostoso.
Por outro lado, "tem fé, não pressa" pode-se interpretar igualmente em bom português como: "tem fé, não corras e vais ver o trambolhão que levas".
Tornou-se moda jogadores fazerem birra, para não lhe chamarmos chantagem, muitas das vezes com o auxílio sub-reptício ou directo das esposas, sobre os clubes que os recebem e dão condições de visibilidade que não teriam onde jogavam, notoriedade essa que, uma vez adquirida, lhes serve de trampolim para sair e pressionar da forma menos respeitosa e inteligente a hierarquia clubística. 
Vai o mercado em alta faltando quinze dias para o fecho e Luís Suárez persiste na "fé", sentimento que, curiosamente, todos os sportinguistas partilham pelo seu clube, esperando muito justamente que cada jogador que o representa corra e justifique o ordenado que ganha, honrando o emblema que traz ao peito, coisa a que se dispôs aquando da assinatura do contrato!   
Ainda a novela vai a meio e veremos qual será a escolha do uruguaio: se começar a correr pelo clube, não perdendo a fé que o move, ou continuar a criar mau ambiente no balneário e ser antagonizado em campo até conseguir dar o "salto", esperando eu e muitos, creio, sendo também uma questão de fé, que Frederico Varandas mantenha a linha daquilo a que nos habituou e trate deste assunto com pulso forte, antes que o tempo se arraste e a equipa volte a claudicar em campo.
Temos muito a agradecer a Luís Suárez. Contudo menos não terá ele a agradecer ao Sporting.
Resumindo e concluindo Luís: "se uma mão lava a cara, as duas lavam o rosto!"
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