Sobre viver em dias severos

"Eu sou português, mas pertenço ao reino da Arábia Saudita"

Observador on X: "Num jogo que teve o seu arranque adiado pelo ataque dos  houtis a Riade, Al Nassr conseguiu primeira vitória na Champions asiática  com um golo de Ronaldo mas houve

Imagem: Observador

Como se dizia em tempos:
"Palavras para quê? É um artista português..."

Se lhes beija o símbolo, a declara casa e presta vassalagem, perceber-se-á. Ou não, que alguém acima de muitos e cujo estatuto devia ser exemplo, incompreensivelmente considere que um país que não respeita os direitos humanos seja onde pertence. 
Pois seja! Vontade lhe seja feita e a mais não seja "obrigado".
E ainda que Portugal inteiro lhe deva esse obrigado e qualquer português que se preze, mesmo "desvalorizando" tomadas de atitude a quente, o tenha de certo modo relevado, é evidente que não concordará com os últimos actos e declarações de Cristiano Ronaldo.
Bandeira beija-se a nossa! Lealdade deve-se desde o berço ao caixão, à portuguesa!
Pertencer... podemos senti-lo em qualquer lugar em que os pés nos pousem, mas nunca onde a cabeça nos mostre que a falta de liberdade e a discriminação de alguém equivalham à normalidade e isso nos faça viver perante tal, pacata e faustosamente, enquanto um que seja sofre!
É ainda mais inconcebível quando alguém que sabe o que é a extrema pobreza e, graças ao seu esforço, se transforma em quem é hoje, se comporta de uma forma calculista e vazia de empatia.
Podem acrescentar que o gesto poderá conotar-se com a "solidariedade" ao país enquanto atacado por outros, mas há gestos e insensatezes impróprias de quem tem os olhos do mundo constantemente sobre si.
Por mim, apesar de o ter defendido antes, não voltava a Selecção! 

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