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Eis que o tempo passa e um novo regresso às aulas se espera e anuncia em publicidade vasta, variada e sedutora que "pede/leva" muitas famílias quase à "bancarrota" após a volta das férias ao trabalho, em que se gastou, por vezes, acima do orçamento porque tudo está caro e, por mais que se tente, descai-se um pouco.
Eis que o esperado seria a preocupação de se as crianças, ao invés do fato de treino da moda, dos ténis de marca, das mochilas psicadélicas e outros, fossem, não tão-somente, mas como prioridade, para a escola com o pequeno-almoço tomado, pequeno-almoço esse que as prepare para um dia de esforço mental e brincadeira, bem como se na lancheira vão igualmente alimentos diversificados que lhes forneçam o esperado para a idade.
Não!
A preocupação das grandes marcas e superfícies comerciais, é continuar a estimular e ensinar os miúdos desde muito cedo a exigirem tantas vezes o supérfluo e fazer gastar, aos pais, avós ou a quem os tutela, quantias avultadas, principiando pela não utilização de manuais e material deixados pelos irmãos, primos, ou outros, ainda aproveitáveis e em uso, só por estarem "gastos" e serem, também, as escolas as primeiras a fomentar o desperdício em novos livros que comportam CDs e demais modernices, ocasionalmente ou nunca usados.
Assim, competirá, como um hábito já instituído que não devia existir, aos responsáveis conscienciosos de cada instituição, perceberem e inteirarem-se se as crianças comeram; se lhes forneceram os meios para ao almoço poderem alimentar-se, indagando a razão que leva algumas, com vergonha, a calar-se e aguentar a fome, enquanto a sociedade se demite da sua função que é prover o básico, como obrigatório, e não o desnecessário como prioridade.
Resumindo:
Ainda quando vemos essas campanhas reservarem parte da compra efectuada ao auxílio a países desfavorecidos, criando desse modo a possibilidade de outras crianças terem uma certa "igualdade" de oportunidades, poder-se-á compreender. Agora, quando se recorre até a músicos, cantores e nomes conhecidos para aliciar ainda mais os miúdos e influenciarem os pais, está tudo completamente às avessas.
Enfim!
Adquirem-se nesta altura coisas inúteis ou que as pessoas, mesmo sob pena de desregular o orçamento familiar, compram, só para não ficar atrás do "vizinho", dando o exemplo contrário ao que é desejável aos seus educandos, o que compromete não só a sua forma de estar na vida futuramente como os torna, a certa altura, desinteressados porque "ter tudo" não os completa, mas frustra, não é realmente este o papel da sociedade.